sábado, 7 de agosto de 2010

Roteiro Crepúsculo

Neste post, além de colocar mais um exemplo de roteiro, gostaria de falar como um desenhista criativo pode valorizar um roteiro. Exemplo disso é o trabalho do Emanuel Thomaz na história que estou escrevendo para o personagem Crepúsculo, criado pelo amigo Alan Yango. A página que apresento aqui faz parte da segunda história da série e mostra o primeiro flash back do herói. Percebam que eu peço que o desenhist use algum reccurso gráfico para demonstrar que se trata de um flash back. O Emanuel, além de usar um traço em aguada, transformou os quadros em peças de quebra-cabeça, numa metáfora do processo de recordação (as lembranças seriam as peças do quebra-cabeça). O resultado valoriza muito a narrativa e não é apenas um enfeite. Para quem ficou curioso e quiser ler o restante da história, basta acessar o blog do Yango.



Página 4  - esta é uma página de flash back, portanto, eu sugiro que use algum recurso para demonstrar isso. Talvez um traço mais limpo, ou uma aguada.
Q1 – Um casal na cama. São Sandra e Augusto. Ela o beija.  É um quarto simples, com livros espalhados pelo chão e CDs do Legião Urbana, banda de que Sandra gosta.
Texto: Sândalo. A pele de Sandra cheirava a sândalo. Era tão suave e inebriante quanto o som de sua voz. Eu poderia passar a noite tocando-a.
Sandra: Vamos, preguiçoso. Levante!
Q2 – Sandra está se levantando da cama e ficando em pé, enquanto Augusto começa levanta apenas o tronco, sentando na cama.
Augusto: Gostaria de poder dormir até mais tarde.
Sandra: É, mas tem um monte de pautas para fazer... e ainda tem aquela história das crianças que estão desaparecendo...
Q3 – Sandra começa a vestir a roupa, enquanto Augusto começa a se levantar.
Augusto: Nem me fale. Isso é coisa grossa. Parece magia negra. E tem gente grande envolvida.
Sandra: De tarde eu te ajudo nessa pauta, agora de manhã, preciso fazer umas fotos publicitárias...
Q4 – Os dois estão se arrumando, vestindo suas roupas.
Augusto: Foto publicitária?
Sandra: Sou freela, meu bem. Tenho que ganhar a vida. Não se vive só de ideais.
Q5 – Sandra terminou de se vestir e se despede do namorado com um beijo.
Sandra: Preciso ir. Estou atrasada. Como alguma coisa no caminho. Te cuida.  

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Desenhistas?

Estava olhando em meus arquivos e achei vários roteiros ainda não desenhados. Alguns forma pedidos por desenhistas, que depois desistiram do projeto, outros por editoras que logo depois fecharam suas portas. Em todo caso, são quase 500 páginas de roteiros pequenos, médios e longos, nos mais variados gêneros, do humor ao terror. Agora resolvi disponibilizar esses roteiros para outros desenhistas. Quem estiver interessado, é só deixar um comentário.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Sobre o final de Lost

Anteção: o texto abaixo contém Spoillers sobre a série Lost. Se você não assistiu à última temporada e não gosta de saber o que vai acontecer no seriado, não leia esse texto.


Finalmente assisti a última temporada de Lost. Há toda uma discussão a respeito do final trazer uma explicação religiosa e não científica que acho irrelevante. Ficção não é realidade, basta a verossimilhança. Então, tanto explicações religiosas quanto míticas são válidas.
Do ponto de vista das explicações míticas, há uma abordagem possível, que não foi explorada pela série: a de que tudo que aconteceu era um jogo entre dois irmãos. Há um precedente interessante: na mitologia hindu, a realidade muitas vezes é vista como um espetáculo para divertir Krishna.
O meu final de Lost seria exatamente assim: tudo é um jogo entre duas forças que usam os humanos como peças de um tabuleiro, algo como a história de Jó. Infelizmente essa premissa foi abandonada na última temporada na medida em que a trama se desenvolveu no sentido da busca de um substituto para Jacob.

O final que de fato foi ao ar peca por deixar inúmeras pontas soltas. Vejam bem, não é necessário explicar tudo. Muitas vezes um final em aberto pode ser ótimo. O final do livro Cemitério, de Stephen King, é aberto e é muito bom. Mas não se pode encerrar uma trama sem resolver possíveis incoerências.
Por exemplo, no final da quinta temporada, os sobreviventes tentam mudar o passado explodindo uma bomba nuclear. A personagem Juliet deixa uma mensagem mediúnica dizendo que "Funcionou", o que nos leva a crer que a realidade alternativa que vemos na história foi criada pela explosão da bomba. Depois descobrimos que aquilo não é uma realidade alternativa, mas um mundo espiritual. Esse aspecto não é esclarecido e fica apenas como uma pista falsa, um recurso narrativo para enganar o expectador, e apenas isso.
Outro problema: quando Desmond começa a despertar os outros, a esposa de Wildmore insiste para que ele pare com isso. Se o local onde eles estão é uma espécie de passo intermediário antes de chegar à luz, porque esse pedido. A mulher seria um representante do mal? Na verdade, ela é apenas uma figura narrativa a serviço do alongamento da história.

Aliás, há muitas figuras com função puramente narrativa. Wildmore é um exemplo. No final, ele parece apenas um boneco do destino e morre de forma patética. Se fosse adotada a proposta narrativa de uma realidade-jogo, isso faria sentido. Ele seria apenas um peão nas mãos de forças muito poderosas. Como se deu o final, ele é apenas um peão na mão das poderosas forças dos roteiristas.
Por exigência do roteiro e de suas reviravoltas, outros personagens agem como peões, mudando de lado, de personalidade e até de motivação. Sayid é o melhor exemplo. Na última temporada ele abandona o temperamento passional que sempre teve e se torna simplesmente um zumbi. Depois torna-se quase um mocinho. Benjamim Linus igualmente muda muito, embora no caso dele se mantenha a motivação de salvar a ilha e ser dono dela.
No final, o ponto mais fraco da última temporada é a realidade paralela, que não se sustenta, já que não funciona como purgatório, como muitos têm especulado. Segundo a religião católica, o purgatório é um local onde as pessoas pagam por seus pecados antes de ir para o céu. No seriado, para alguns ela é um local de felicidade, para outros um local para cometer novos crimes, para outros um local para se redimir.
A realidade alternativa é, assim, apenas um artifício narrativo que permitiu aos roteiristas unir todos os personagens num final emotivo. É apenas uma muleta narrativa.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Ciência e quadrinhos na IV Semana Universitária da UEAP

Hoje, às 10 horas, estarei no CAFÉ COM CIÊNCIAS, evento da IV Semana Universitária da UEAP, falando sobre ciência e quadrinhos. O local será o hall de entrada do Campus I.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Escrevendo sátiras para a MAD

Quando fui convidado pelo Raphael Fernandes para a escrever uma sátira do BBB 9, o que seria minha estreia na MAD, confesso que tremi na base. A MAD tem um tipo muito característíco de humor. Anarquico, claro, mas que também obedece algumas regrinhas simples, que ajudam a cosia a ficar mais engraçada. Na época, fui para minha coleção e reli dezenas de sátiras tentando compreender o estilo. De lá para cá, já escrevi vários textos para a publicação. Não posso dizer que já sou um roteirista especialista em MAD, mas acho que posso compartilhar algumas das coisas que aprendi escrevendo e, principalmente lendo a MAD:  

1) Geralmente as sátiras iniciam com um painel grande, de apresentação. Pode ser apenas um quadro grande, uma página inteira, ou uma página dupla, como foi a minha sátira do BBB. A função dessa página é mostrar quem são os personagens e contar rapidamente a história que está sendo satirizada, o que abre caminho para que mesmo quem não conheça a obra original possa dar algumas gargalhadas.  Nesse painel é muito aconselhado fazer piadas visuais de fundo, como os BBBs dentro de uma bolha com uma placa: não dê comida aos animais.


2) Cada quadro deve conter uma piada. Como geralmente as sátiras ocupam poucas páginas, a maioria dos roteiristas não desperdiça quadro: todos precisam ter algo engraçado.


3) Diálogo bate-volta. Uma técnica muito usada pelos roteiristas é colocar um diálogo em três ou quatro momentos. Normalmente há uma piada no meio, mas o mais engraçado fica para o final. Eu usei esse recurso na minha sátira do filme Crepúsculo (que foi renomeada Prepúcio): 



Q2 – Mella está apresentando Fedward ao seu pai. Chále Swando está com um rifle nas mãos, granadas pelo corpo. Em suma, ele está preparado para ir à guerra.
Mella: Pai, vou sair hoje com Fédward.
Chále: Ótimo. Mas afaste-se dele quando eu começar a atirar...
Mella: Pai, o senhor disse que ia ser simpático!
Chále: E estou sendo... uso o rifle ou a bazuca? 

4) Duplo sentido. Esses diálogos bate-volta geralmente brincam muito com o duplo sentido. O verdadeiro sentido a primeira fala do personagem só é revelada na tréplica dele. Mais uma vez, uma sequência da sátira do Crepúsculo: 

Fédward e Mella estão na cena do quarto, do quase sexo. Penso que ele está se aproximando dela e ela está lá, esperando um beijo. Ele usa uma camisa com os dizeres EU RESISTO e ela com a camisa EU DESISTO.
Fédward: Tenho muita vontade de fazer uma coisa com você... mas preciso resistir!
Mella: Você está pensando em... sexo?
Fédward: Quem falou em sexo? Eu estava pensando em fazer compras no shoping! 




5) Non-sense. A graça do diálogo muitas vezes está em não fazer sentido, como na sátira de O Iluminado, escrita por Larry Siegel e desenhada por Angelo Torres (publicado no Brasil na MAD especial 3, Panini). Jeca Porrance está dirigindo na direção ao hotel quando o filho começa a falar com o dedo: 

Jeca: Doenty, tô um pouco preocupado com esse garoto! Ele sempre teve essas conversas idiotas com o dedo indicador? 
Doenty: Nem sempre! Só desde ontem, quando ele brigou com o mindinho! 
Jeca: Ufa! Jà tava ficando preocupado! 


Força tarefa e a estrutura Rashomon


O episódio de ontem (Jogo de roleta) do seriado policial Força Tarefa usou uma curiosa estrutura de roteiro, pouco vista na televisão brasileira. Inaugurada pelo filme Rashomon, de Akira Kurossawa, essa estrutura narrativa consiste em mostrar a mesma história de diversos pontos de vista. Essa estrutura já foi usada, por exemplo, em uma revista do Monstro do Pântano escrita pelo Alan Moore.
Em Jogo de roleta, os agentes da Corregedoria vão investigar uma suposta morte de um policial ocorrida em um jogo de roleta russa. Conforme os depoimentos são dados, a história da roleta cai por terra e os outros policiais passam a ser os suspeitos. Tentar descobrir quem é o assassino no meio da complicada rede de mentiras torna-se um desafio interessante.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Roteiro de Alice (publicado na MAD 25)


Texto de abertura: Se você achava que Tim Burton tinha esculhambado com Alice no país das Maravilhas é porque ainda não viu o nosso...

ALICE NO PAÍS DAS ARMADILHAS
Roteiro de Gian Danton
Arte de Roger Cruz
Página 1
Atenção: Essa história é no estilo do Príncipe Valente, ou das histórias infantis clássicas, com desenhos em cima e texto embaixo. Minha sugestão é fazer no estilo antigo dos desenhos de Alice, mas com os personagens modernizados de acordo com a versão Tim Burton.
Q1 – Alice sendo tragada por um bueiro, no meio de uma enxurrada.
Alice: O prefeito disse que nunca mais ia ter enchente!
Texto: Alice era uma menina com muita imaginação. Um dia ela foi tragada por um bueiro e foi para outro mundo.
Q2 – Vemos um coelho pasando com Alice. O coelho tem a cara do Arruda e leva na cesta panetones.
Texto: Quando deu por si, estava em um local muito diferente de tudo que  Alice conhecia.  Ela viu um coelho muito estranho a correr.
Q3 – Alice conversando com o coelho.
- Espere, senhor coelho! Por que está distribuindo panetones? Não deveriam ser ovos de páscoa? – perguntou Alice.
- Não são panetones, são só uma desculpa para o dinheiro das propinas! Quer comer um?
Q4 – Alice come um panetone enquanto o coelho-arruda faz sinal de que quer dinheiro.
Alice comeu o panetone, mas nada aconteceu.
- Pensei que fosse crescer. – disse Alice.
- A minha conta bancária cresceu. – respondeu o Coelho. Agora passe para cá 500 reais.
Q5 – Alice está pegando o dinheiro da carteira.
Alice: Nossa, é um panetone muito caro. – argumentou Alice.
Coelho: Se você comer outro, sua poupança diminui.
Q6 – O coelho pegou a carteira e está fugindo, com Alice atrás dele.
Antes que Alice pudesse pagar, o coelho saiu correndo.
- Volte aqui, esse é o meu dinheiro. – gritou Alice, mas parece que o coelho não ouvia muito bem, pois continuou correndo.
- Não posso ficar, a polícia federal está vindo aí! 

terça-feira, 2 de março de 2010

Suspensão de descrença

Em uma história em quadrinhos, tudo é possível. Tudo mesmo. O Super-homem pode voar, ter visão de raio-x, o Hulk pode sacudir o asfalto, como se fosse um tapete, o Homem-aranha pode escalar paredes... isso para ficarmos apenas nas histórias de super-heróis. Se formos ampliar para gêneros como a ficção-científica, teremos viagens espaciais em poucos segundos, alienígenas que falam inglês... os exemplos são muitos.
A verdade é que o leitor pode acreditar em qualquer coisa que o roteirista escrever, mas para isso é necessário criar um pacto de verossimilhança, é necessário convencê-lo a acreditar e a entrar com sócio dessa história que contamos e que se passa todinha dentro da mente dele.
Há muitas maneiras de estabelecer esse pacto e convencer o leitor sobre a verossimilhança da história, por mais impossível que ela possa parecer.
Os criadores do Super-homem adotaram uma visão rasa da ciência ao argumentar que, se uma formiga podia carregar várias vezes o seu peso, uma pessoa também poderia fazê-lo se viesse de outro planeta. A primeira página, da primeira história do personagem fala justamente disso. Os leitores engoliram a pílula e acreditaram que, sim, aquele homem com cuecas sobre as calças e usando uma capa vermelha podia ter super-força e dar saltos enormes. Daí para acreditarem que ele voava foi um passo. Daí para acreditarem que ele tinha visão de raio-x foi fácil. Depois que o leitor engole a pílula, ele entra na história e aceita todas as regras ditadas pelo roteirista, desde que este não seja incompetente a ponto de entrar em contradição. Se, de uma hora para outra, o Super-homem se tornasse incapaz de voar sem nenhuma explicação plausível, o encanto se quebraria e o leitor deixaria de acreditar.
Existem outras formas de criar esse pacto de verossimilhança.
Uma delas é colocar na trama um personagem que não acredita na parte fantástica da história. Mas é um personagem louco, sem noção ou simplesmente chato. Ao antipatizar com ele ou ver que ele tem uma visão equivocada da realidade, o leitor, por tabela, acredita em tudo aquilo que ele está dizendo que é impossível.
Em um episódio do seriado Além da Imaginação chamado O Marciano, policiais entram em uma lanchonete de beira de estrada procurando o ocupante de uma nave extraterrestre que desceu nas redondezas. Há ganchos que ajudam o receptor a acreditar que o fantástico é real, como o fato de todas as pessoas na lanchonete serem de um ônibus, e, segundo a contagem do motorista há uma pessoa a mais. Mas o que faz realmente as pessoas acreditarem é um chato meio maluco que o tempo todo ridiculariza a busca dos policiais. Ele é tão irritante que não há como não discordar dele. Portanto, logo acreditamos que uma das pessoas ali é, de fato, um marciano. A propósito, que assistir ao episódio (disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=b3Bk_HuMOEM) perceberá os vários ganchos que serão amarrados no final da história. Apesar de surpreendente, o final é perfeitamente perceptível para quem prestar atenção a detalhes como olhares dos personagens, etc.
Uma outra forma de criar essa ilusão de realidade é colocar um protagonista com o qual a pessoa se identifique e é que é descrente, mas que vai acreditando aos poucos. Como o leitor tende a se identificar com o protagonista, se ele começar a acreditar, o leitor também acreditará.

No filme 1408, de Mikael Hafström, baseado em um conto de Stephen King, um escritor vive de visitar locais assombrados e escrever sobre suas experiências. Ele nunca viu um local realmente assombrado, assim ele não acredita quando o gerente do hotel lhe diz que coisas realmente terríveis acontecem no quarto 1408. Assim como ele, nós também não acreditamos. Mas quando pequenas coisas inexplicáveis começam a acontecer, o ceticismo dele passa a ser abalado. Quando ele entra em desespero, ao perceber que está de fato em um quarto assombrado, nós entramos em desespero com ele. Afinal, nesse ponto nós já compramos a história e acreditaremos em tudo que vemos.
Eu usei um recurso desse tipo na graphic Manticore. O detetive, protagonista da primeira parte, é um homem que diz não acreditar em papai Noel ou coelhinhos da páscoa. Portanto, ele não acredita que uma criatura extraterrestre está andando solta por aí. Com o tempo, ele começa a ter provas em contrário e passa realmente a acreditar. E o leitor junto com ele.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Aula de roteiro

Clique aqui para ler uma ótima análise do roteiro da Liga da Justiça do Grant Morrison, por Emílio Baracal.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Segundo o site Tweeps Info eu sou a segunda principal referência quando o assunto é roteiro para audio-visual no Twitter. A primeira referência é o Fernando Marés, do site Roteiro de Cinema. Para seguir o Fernando, clique aqui. Para me seguir, clique aqui.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

DC Comics pretende publicar novas HQs de Watchmen

Por Sérgio Codespoti

Segundo Rich Johnston, do site Bleeding Cool, a DC Comics pretende publicar algumas novas aventuras de Watchmen, o clássico de Alan Moore e Dave Gibbons.
A ideia de lançar uma continuação de Watchmen não é nova.
Entre 1986 e 1987, época em que a revista foi publicada, o próprio Alan Moore sugeriu a possibilidade de uma série de 12 partes escrita por ele e ilustrada por Gibbons, sobre os Minutemen (o grupo de heróis da década de 1940 que é visto em Watchmen).
A DC sugeriu outras possibilidades, como O Diário de Rorschach, uma revista com a parceria entre Rorschach e o Coruja, ou até uma série com o Comediante na Guerra do Vietnã (ideia inspirada, na época, pelo sucesso da revista The 'Nam, da Marvel).
Mas nada disso foi pra frente, e Moore sempre refutou veementemente a possibilidade de algum outro artista ou escritor trabalhar com os personagens. Aliás, todas as tentativas de se publicar uma sequência de Watchmen ou algum outro tipo de série derivada (as chamadas prequels ou spin-offs) sempre foram barradas por Paul Levitz, o presidente da DC Comics.
Levitz, apesar das divergências - algumas delas graves - com Alan Moore, sempre entendeu que Watchmen é um trabalho autoral do roteirista britânico e de Gibbons, e defendeu essa postura até deixar o cargo de presidente da editora.
Segundo Levitz, uma sequência de Watchmen iria contra os desejos de Moore e Gibbons e causaria um grande mal-estar entre artistas, escritores e os fãs. No entanto, esta não é a visão de Dan Didio.
O grande motor por trás disso é o filme Watchmen, que ajudou a gerar uma venda enorme dos encadernados da minissérie, que se tornou a campeã da editora neste nicho.
Leia mais no Univeso HQ.

Dúvida: qual vai ser o roteirista que vai aceitar essa tarefa inglória e correr o risco de se indispor com os fãs da série?

sábado, 30 de janeiro de 2010

Oficina gratuita de roteiro com Gian Danton, em Macapá

O Projeto Teia Cultural abre, a partir de hoje (26.01), inscrições para três cursos ligados a área do audiovisual: Roteiro, Direção e Iluminação. Todos os cursos terão carga horária de 80h/a comprovadas com a emissão de certificados pela Secretaria de Estado de Cultura aos alunos que atingirem a carga horária mínima exigida pela coordenação pedagógica dos cursos.
O curso de roteiro será ministrado por Gian Danton, roteirista da MAD, da graphic novel Manticore, da HQ Família Titã, entre outros trabalhos. As aulas começam dia 8 de fevereiro e vão até final de abril, no horário de 9 às 12 horas.
Os interessados podem se inscrever gratuitamente na recepção do Teatro das Bacabeiras de 8 às 12 e de 14 às 18 horas no período de 26 de janeiro a 5 de fevereiro.

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