terça-feira, 8 de agosto de 2017

Vereadores do Escola sem partido denunciam projeto com quadrinhos em sala de aula

Vereadores de Curitiba, ligados às igrejas evangélicas e capitaneados pelo vereador Thiago Ferro se revoltaram e acionaram o projeto Escola sem partido contra uma escola da cidade que fazia um movimento a favor da aceitação de crianças com deficiência. O projeto tinha imagens autorizadas por Maurício de Sousa. Entre outras atividades, as crianças cantariam a seguinte letra: 

Negro, branco, pardo ou amarelo
Alto, baixo, gordo ou magricelo
Moreno, loiro, careca ou cabeludo
Deficiente, cego, surdo ou mudo (…)
A gente é o que é
A gente é demais
A lista é imensa
Viva a diferença! 

Os vereadores denunciaram o caso à secretaria de educação de Curitiba. 
Para além do discurso contra a diversidade e aceitação das diferenças, o caso eco o preconceito contra os quadrinhos. O vereador Thiago Ferro teria tido tal reação se o projeto não envolvesse quadrinhos? 
Estaríamos diante de uma nova cruzada contra os quadrinhos como a que se viu nas décadas de 1950 e 1960 - época em que a leitura de quadrinhos era caso de polícia? 
Matéria do Diário do Paraná de 30 de junho de 1960. Estaríamos vivendo uma nova cruzada contra os quadrinhos? 

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