sábado, 30 de janeiro de 2010

Oficina gratuita de roteiro com Gian Danton, em Macapá

O Projeto Teia Cultural abre, a partir de hoje (26.01), inscrições para três cursos ligados a área do audiovisual: Roteiro, Direção e Iluminação. Todos os cursos terão carga horária de 80h/a comprovadas com a emissão de certificados pela Secretaria de Estado de Cultura aos alunos que atingirem a carga horária mínima exigida pela coordenação pedagógica dos cursos.
O curso de roteiro será ministrado por Gian Danton, roteirista da MAD, da graphic novel Manticore, da HQ Família Titã, entre outros trabalhos. As aulas começam dia 8 de fevereiro e vão até final de abril, no horário de 9 às 12 horas.
Os interessados podem se inscrever gratuitamente na recepção do Teatro das Bacabeiras de 8 às 12 e de 14 às 18 horas no período de 26 de janeiro a 5 de fevereiro.

O verdadeiro final da Caverna do Dragão

Todo mundo já ouviu falar do final da Caverna do Dragão segundo o qual os protagonistas morreram e estão no inferno. Ela foi criada por um fã e se tornou tão famosa que o verdadeiro roteirista resolveu disponibilzar o roteiro real, que pode ser lido no blog Roteiro de Cinema News, do Fernando Marés. Para ler, clique aqui.

sábado, 23 de janeiro de 2010

Cavaleiro das trevas 2 : A obra prima que (quase) ninguém quis entender.

Jefferson Nunes

E um fato comprovado: A grande maioria dos fãs de quadrinhos são fundamentalistas.
A afirmação acima pode parecer chocante mas reflete a realidade. Quando um dos maiores iconoclastas dos quadrinhos Frank Miller decidiu tirar sarro da industria que o fez famoso e rico ,os fanboys (apelido dado aos fãs radicais de quadrinhos) não gostaram nem um pouco e não quiseram entender todo o sarcasmo contido nas paginas de Cavaleiro das Trevas 2.
Durante 15 anos, desde o lançamento de o cavaleiro das trevas, que a DC Comics e os milhões de fãs imploravam para que Miller fizesse uma continuação de sua obra prima. Finalmente em 2001 ele resolveu lançar a tão aguardada parte dois do Cavaleiro.
A estória se passa Três anos depois da morte aparente do Batman, em Cavaleiro das Trevas, os Estados Unidos são governados pelo presidente Rickard, que não passa de um fantoche digital do vilão Lex Luthor. E a America, antes a terra da liberdade, agora é um estado fascista.
Os antigos super-heróis estão fora da ativa e acompanham o desenrolar dos fatos de forma distante. Mas... até quando? A trupe liderada pela Catgirl e os batboys resgatam dos seus diferentes cativeiros duas lendas do passado: Átomo e Flash.
Esse ressurgimento de aventureiros mascarados desperta velhas rixas, obrigando o Super-Homem a se reunir com seus companheiros, Capitão Marvel e Mulher-Maravilha, o que resultará numa intervenção direta nos planos do único responsável possível: Batman.
O Super-Homem está sendo chantageado por Lex Luthor e Brainiac, que mantêm a cidade engarrafada de Kandor (o último resquício de Krypton) sob seu domínio, obrigando o maior herói de todos os tempos a obedecer às suas ordens.
Mas para chegar ao Homem-Morcego, o enfurecido Homem de Aço terá que passar antes por velhos aliados a Liga da Justiça: Flash, Átomo e Arqueiro Verde.

Miller aproveitou sua estória para atacar de forma direta a indústria das HQs brincando com todos os clichês possíveis dos comics americanos , diferente do clima pesado do original vemos super heróis coloridos pulando de um lado para o outro numa clara afronta ao estilo sombrio de comics que o mesmo Miller ajudou a criar. A influencia dos mangás, que sempre permeou sua obra, fica totalmente explicito no designer dos personagens, antecipando a invasão dos quadrinhos japoneses que chegaria ao ocidente nos próximos anos.
Miller exagera todos os maneirismos de heróis e vilões de forma proposital para mostrar quão ridícula tinha se tornado a industria de quadrinhos de super heróis. O que a maioria dos fãs não quis entender é que Frank Miller criou a estória para ser lida como se fosse uma versão da revista Mad , com seu nonsense frenético, dos ícones da DC comics e o cavaleiro das trevas 2 entrou pro seleto time de obras primas que só serão realmente entendidas com o passar dos anos e tem sua importância reavaliada por uma geração futura.
A maioria dos fanboys simplesmente não quis entender pois para eles quadrinhos não são uma forma de entretenimento mas uma religião e como toda boa religião tem seus Dogmas intocáveis.
Azar deles.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Entrevista com Júlio Emílio Braz


Júlio Emílio Braz é um dos mais famosos roteiristas de quadrinhos de Brasil. Também é autor de livros juvenis de grande sucesso, tendo ganhado inclusive o prêmio Jabuti. Ele cedeu um espaço em sua agenda para falar um pouco sobre sua experiência como roteirista.

1) Como começou a se interessar por quadrinhos?

Praticamente desde que eu aprendi a ler, pois os quadrinhos foram a minha cartilha. Eu aprendi a ler lendo quadrinhos.

2) Quais eram os autores de quadrinhos que você mais gostava?
Inicialmente, Goscinny e posteriormente, os roteiristas da revista Kripta. Atualmente, eu aprecio os roteiros de Otomo e os de Berardi e Milazzo.

3) Como começou a trabalhar com quadrinhos?
Eu fiquei desempregado e um amigo me indicou à Editora Vecchi que estava procurando roteiristas para suas revistas de quadrinhos de terrror. Lá, o editor Ota Barros me deu a minha primeira oportunidade.

4) Passou por quais editoras?
Vecchi, Grafipar, D'Arte, Riográfica, entre outras.

5) Como era a relação com os desenhistas?
No início, eu nem os conhecia pessoalmente. Somente quando comecei a trabalhar para as editoras paulistas é que tive um contato maior e pessoal com alguns deles. No entanto, muitos até hoje eu não os conheço como Zenival Ferraz.

6) Como era a relação com os editores?
Tranquila, apesar de alguns não terem o salutar hábito de pagar com regularidade.Mas, muitos eram pessoas excelentes, tais como: Rodolfo Zalla, Franco de Rosa e Ota Barros.

7) Na sua opinião, os roteiristas eram valorizados?
Sempre foram, até por que eram poucos.

8) Qual o seu melhor trabalho em quadrinhos? Por quê?
A série Tambatajá, feita em parceria com Mozart Couto e publicada na Bélgica. A razão principal era que os textos exigiam um roteiro mais elaborado e bem pesquisado.

9) Continua lendo quadrinhos? Pode citar obras e autores que ainda curte?
Com certeza, principalmente os trabalhos de Neil Gaiman.

10) Existe um discurso de que o Brasil não tem bons roteiristas. Você provou o contrário, indo para a literatura infantil e se tornando um sucesso de público e de crítica. Por que parece que o Brasil não tem bons roteiristas?
Porque no Brasil infelizmente existe ainda uma crença de que uma boa história é feita basicamente de um bom desenho. Portanto, muitos desenhistas acreditam que conseguem ilustrar e escrever bons roteiros. Alguns até conseguem, mas a maioria não. Outro ponto é que o roteirista é remunerado de maneira bem inferior ao que recebe o desenhista, o que afugenta aqueles que poderiam se interessar em fazer roteiros de quadrinhos. Com toda sinceridade, hoje eu ganho muito mais como autor infanto-juvenil do que ganhava como roteirista.

11) Quais são as qualidades necessárias para um bom roteirista?
Um bom roteirista tem que ser um grande leitor e não necessariamente só de quadrinhos, tem que sempre que possível, dialogar com o desenhista e acima de tudo saber o que pode e o que não pode exigir deste ou daquele desenhista com o seu roteiro. Exemplo: alguns desenhistas não gostam de roteiros que demandem grande pesquisa iconográfica ou histórica.

Conheça o site do Júlio Emílio Braz.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Gerry Conway

Gerry Conway, nascido em 1952, começou a escrever quadrinhos ainda na juventude com histórias para revistas de histórias curtas da DC Comics, como a House of Secrets, mas seu grande sonho era trabalhar com um título de super-heróis. Graças a um amigo, ele conheceu Roy Thomas, editor da Marvel, lhe entregou um argumento e pediu que ele desenvolvesse. Roy gostou do resultado e, com 19 anos, Conway foi efetivado no cargo de roteirista oficial do Homem-aranha.
Apesar de inseguro no início (as primeiras histórias eram co-escritas com o desenhista do título, John Romita Senior), Conway logo se destacou e acabou escrevendo algumas das mais importantes histórias do aracnídeo na década de 1970, entre elas a controversa morte de Gwen Stacy. Conway foi também, junto com o desenhista Ross Andru, responsável pela criação do Justiceiro, que surgiria como personagem secundário na série do Aranha, mas se tornaria um dos mais populares heróis da Marvel na década de 1980.
Em meados da década de 1970, ele foi contratado pela DC, onde faria o primeiro crossover entre as duas maiores editoras do mercado norte-americano: o encontro de Superman e homem-aranha.
Entre os seus trabalhos mais cultuados pelos fãs está o Esquadrão Atari, publicado em meados da década de 1980, com desenhos de José Luis Garcia Lopes. A dupla voltou a se reunir na minissérie Cinder e Ash, com grande sucesso.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

A volta da Creepy


A editora Devir vai relançar o material produzido para a revista Creepy, da editora Warren, que, nas décadas de 1960 e 1970, revolucionou o terror com ótimos roteiros e alguns dos melhores desenhistas da época. No Brasil, essas histórias foram publicadas na revista Kripta (ed. RGE) e deliciaram toda uma geração, inclusive eu. Leia mais sobre o assunto aqui.

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